Vivendo em 10m2.

O segundo momento desapego, na prática, foi quando mudamos de Bournemouth, no sul da Inglaterra, para Londres. Tínhamos que ser econômicas e conseguimos a indicação para alugarmos um quarto na casa de alguém.

O quarto tinha no máximo 10m2. E lá vivemos por quase um ano! Só tinha uma cama e um colchão. Éramos duas e havia um revezamento, semanal,  entre quem dormia na cama e quem dormia no chão. Um armário de duas portas. Sim, duas portas para duas pessoas, portanto não precisamos dizer que tínhamos o absolutamente indispensável. Uma cômoda antiga, com 4 gavetas e só!

Vivemos muito bem, obrigada. Sem sombra de dúvidas, o espaço delimita a quantidade de coisas que a gente precisa ou pode ou quer ou vai comprar.Mas o exercício de viver com menos é libertador. Você organiza melhor seus itens se estiverem à vista. Você pensa menos e perde menos tempo para se arrumar.

Então é possível viver com menos? A resposta que já sabemos é: sim!

Por que deixar para refletir sobre isso quando estamos mudando de casa, por exemplo. Por que não podemos ter mais consciência sobre o que nos move, o que nos faz feliz e consumir menos e com mais sabedoria. Sim, sabedoria! 

Hoje vejo os studios de 19m2 sendo vendidos “como água”e penso que é muito factível de fato.

Não digo que é fácil, toda mudança de hábito exige muito do nosso cérebro, mas com a nossa ajuda é possível repensar sua vida de uma forma mais simples, que não tem nada de básica mas vai te deixar mais leve.

Vem com a gente!

 

 

Hábitos de gente organizada ;)

Se você é aquela pessoa que sempre encontra a chaves do carro, nunca esquece de pagar uma conta e tem uma lista de compras impecável, você está dentro do percentual da população considerada organizada. Eu não diria que isso significa “ser organizada por natureza” e sim, por hábito.

Vivendo no piloto automático

Através de estudos da neurociência, sabemos que quando estamos vivendo no piloto automático, o córtex pré-frontal está desabilitado, por isso é tão difícil abandonar hábitos ruins, porque o nosso cérebro foi programado para trabalhar em modo de economia de energia. Ele não quer mudar e vai fazer de tudo para desistirmos disso.

O córtex pré-frontal é a região cerebral relacionada ao planejamento de comportamentos, pensamentos complexos e tomada de decisões. Ele é responsável pelo discernimento, por regular emoções, inibir impulsos, modular o medo, fazer análise de riscos e pelo autocontrole.

Esforço Consciente

De acordo com a estudiosa americana, Debbie Hampton, quando tentamos adotar um novo comportamento pela primeira vez é preciso inserir o esforço consciente, a intenção e o pensamento no processo. Quando já executamos a nova rotina o suficiente para que as conexões sejam feitas e fortalecidas em nosso cérebro, o comportamento exigirá menos esforço, já que se torna padrão.

Quanto mais realizamos uma ação ou nos comportamos de uma determinada maneira, mais ela fica fisicamente conectada ao nosso cérebro. A esta qualidade adaptativa, chamamos de neuroplasticidade intencional – o cérebro forma conexões neurais com base no que fazemos repetidamente em nossa vida, seja bom ou ruim. Toda vez que agimos da mesma maneira, um padrão neural específico é estimulado e se fortalece.

A verdadeira mudança leva tempo, mas vale a pena!

Quando instalamos novos hábitos mais robustos que os anteriores para a mesma função na área inconsciente do cérebro conseguimos ver a mudança e, de acordo com um estudo realizado por Phillipa Lally, da University College of London, isso leva em média 66 dias. 

Vamos tentar exercitar mais nosso cérebro e criar novos e bons hábitos?